Desde que foi anunciado, Jumanji: Bem-Vindos à Selva tinha um desafio muito grande pela frente: ser tão bom ou melhor que o clássico lançado em 1995. E essa preocupação é justificada, pois o primeiro filme é muito bom e o elenco não é mais o mesmo. Felizmente ,o filme segue um caminho próprio, que mesmo sendo uma continuação, faz com que sejam dois filmes distintos. A grande sacada foi reverter as situações: no primeiro filme o jogo se transportava para o mundo real, mas agora, em Jumanji: Bem-Vindos à Selva, os jogadores que são transportados para dentro do jogo. Ao fazer isso, foi possível criar uma história totalmente diferente da primeira, mas que ao mesmo tempo consegue manter a  essência do que foi estabelecido no passado.

 

 

O filme começa em 1996 mostrando um homem retirando o jogo da praia e o levando para sua casa. Ele o mostra para seu filho, que a princípio não se interessa muito por se tratar de um jogo de tabuleiro. Entretanto, a novidade é que Jumanji não é apenas um jogo de tabuleiro, se adaptando à pessoa que for jogar. No caso, se transmutando em um cartucho para videogame para despertar o interesse do rapaz, que ao iniciar o jogo é sugado para dentro dele.

 

Em seguida, há um salto de tempo de vinte anos e personagens novos são apresentados, quatro estudantes da mesma escola que não têm nada em comum: Spencer (Alex Wolff), o nerd que tem poucos amigos, Anthony Fridge (Ser'Darius Blain), o jogador de futebol americano valentão que só pensa em ficar no time, Bethany (Madison Iseman), uma menina viciada em redes sociais que não consegue ficar cinco minutos sem atualizar seu status e Martha (Morgan Turner), a menina reclusa que não se importa muito com o que o mundo pensa dela. O filme em seu primeiros trinta minutos apresenta muito bem os personagens, definindo muito bem a personalidade de cada um.

 

 

Ainda nos primeiros trinta minutos do filme, os personagens encontram Jumanji dentro da escola e, como todo adolescente curioso, resolvem jogá-lo. Cada um escolhe um avatar de forma “aleatória” e ao iniciarem o jogo são sugados para dentro dele. Ao caírem no mundo de Jumanji, percebem que suas aparências mudaram e que cada um é o avatar que escolheu.

 

O interessante é que cada avatar faz um paralelo com a personalidade de cada um dos jogadores. Spencer passa a ser o Dr. Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), um homem destemido com força, velocidade e habilidades de luta. Fridge passa a ser Moose Finbar (Kevin Hart), um homem de baixa estatura com quase nenhuma utilidade para a equipe. Bethany se torna o Professor Shelly Oberon (Jack Black), um homem gordo de meia idade. E Martha se tornou Ruby Roundhouse (Karen Gillan), uma exploradora com habilidades que incluem dança e vários estilos de artes marciais. Cada personagem é obrigado a lidar com o seu novo estado e vão aprendendo aos poucos a importância do trabalho em equipe.

 

 

O filme não tem medo de usar piadas o tempo todo, com algumas beirando ao nonsense. Todas as piadas funcionam muito bem dentro do contexto em que são apresentadas, apesar de algumas serem repetitivas, o que gera um leve desconforto, mas nada que prejudique a experiência. Jack Black brilha no papel da adolescente presa no corpo do homem de meia idade, entregando as melhores piadas do filme. Kevin Hart também entrega vários momentos engraçados, sempre fazendo piadas com o seu tamanho. Os atores conseguem manter a essência dos adolescentes fazendo o espectador acreditar que ainda são os mesmos personagens apresentados no começo do filme. O filme também tira sarro dos videogames com cutscenes explicando o enredo do jogo e NPC's que repetem a mesma frase várias vezes.

 

O longa faz referências de maneiras bem sutis ao seu antecessor, não esquecendo aquela história que foi contada no filme de 1995. Os cenários e a temática de exploração do filme se assemelham um pouco à algumas franquias de jogos como Uncharted e em alguns momentos lembra filmes como Indiana Jones, inclusive há uma cena que lembra muito Indiana Jones e a Última Cruzada.

 

Contudo, um dos maiores pontos fracos de Jumanji: Bem-Vindos à Selva é que o filme parece duvidar da inteligência de quem o está assistindo, explicando repetidas vezes o mesmo conceito apresentado. Além disso, conta também com um roteiro previsível, algumas piadas um pouco forçadas e um vilão que deixa um pouco a desejar, pois seu objetivo não é muito claro ao longo da história, passando a impressão de que ele quer o poder somente pelo poder.

 

Jumanji: Bem Vindos à Selva claramente é um filme divertido que arranca boas risadas, é competente no que faz, entregando uma boa aventura transportada para os dias atuais conversando com o púbico jovem e ao mesmo tempo com quem viu o filme anterior.

 

Nota 8,0

 

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