Esperança. A DC Comics, casa do melhor leque de super-heróis dos quadrinhos, tem também a melhor equipe, a Liga da Justiça. Em seu universo expandido nos cinemas, não conseguiu agradar boa parte do público, diferente da Marvel, que fez seu nome muito mais reconhecido pela qualidade nos filmes. Que seja dito, Batman vs Superman: A Origem da Justiça não é um filme para os 4 quadrantes do cinema. É um filme com a ação na sua medida e com o tema do que é ser um super-herói em questão a todo momento, que em sua versão estendida é uma obra prima. E foi assim que o visionário diretor Zack Snyder conseguiu, em uma trilogia fantástica construir o mais humano de todos os super-heróis: o Superman (Henry Cavill). Nascimento, Morte, Esperança. Em 3 fases, Zack Snyder desenvolve o herói mais difícil de adaptar para os cinemas, por ser quase imbatível e quase um Deus em meio a sociedade. E com sua morte em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, o Batman (Ben Affleck) percebe que o mundo precisa de Superman vivo novamente, por apenas um motivo: esperança. Esperança de um símbolo para um mundo melhor, para todos dormirem seguros a noite sabendo que tem um alienígena que se vê mais humano que o próprio Batman. A entrada de Mulher-Maravilha (Gal Gadot) é essencial em todos pontos possíveis que ela precisa atingir: uma líder nata, que perdeu a fé na humanidade, mas também reconquista sua fé na mesma, e também é um grande símbolo de esperança. Por ter ganho seu filme solo, que é excelente, a amazona e maior heroína de todos os tempos tem um grande destaque em Liga da Justiça, e ao lado de Batman, são os grandes líderes do grupo, apesar de existir um foco maior para o lado da Mulher-Maravilha.

 

 

Para todos as dúvidas possíveis, a equipe funciona o melhor possível. A introdução do solitário e rebelde Aquaman (Jason Momoa), um personagem que foi ridicularizado ao longo dos anos nos desenhos, mas com Geoff Johns e Ivan Reis conseguiu retomar o caminho correto, que serve de influência para o longa. Apenas o Batman de atormentado não era o suficiente, então entra na equipe Cyborg (Ray Fisher), um jovem promissor jogador de futebol americano que sofre um acidente de carro, então seu pai decide transforma-lo em meio homem, meio máquina, através do uso de uma caixa materna, um cubo com poder ilimitado, que é o grande motivo da invasão do vilão Lobo da Estepe (Ciarán Hinds). Por último, mas não menos importante, muito pelo contrário, temos o Flash (Ezra Miller), o grande alívio cômico do filme. O herói, que é Barry Allen nesta versão, possui muitos elementos de Wally West. Além de viver com o drama familiar de seu pai, Barry é um herói sozinho, que precisa de amigos e ainda é bastante inexperiente com seus poderes e até mesmo para lutar, precisando de ajuda de Batman e Mulher-Maravilha para virar o herói que todos nós conhecemos. E todos os heróis juntos, em cena, formam a melhor equipe de super-heróis já vista no cinema. Após o famoso “sombrio e realista” aplicado em Homem de Aço e Batman vs Superman: A Origem da Justiça, o longa Liga da Justiça tem um tom mais leve, com o símbolo do heroísmo sendo levantado a todo momento. Em todos os seus atos, é um filme redondo e sólido, fechado em si mesmo e com possibilidades excelentes para cada personagem fazer o seu arco de sua maneira, além de um futuro promissor para os filmes da DC. Não existe um exagero de ação, muito menos de piadas desnecessárias. É de distanciar toda a negatividade exagerada relacionada ao universo cinematográfico da DC. Possui uma carga dramática muito menor que os filmes anteriores, e se aproxima bastante de Mulher-Maravilha no sentido de ser um filme bem redondo, fechado em si mesmo e uma aventura excelente.

 

A estratégia que foi usada recentemente nos quadrinhos com o Renascimento é usada novamente, mas agora nos cinemas, e para agradar boa parte do público e ter seu nome melhor na praça, o filme traz mensagens que aproximam mais o público. Em suas 2 horas de demonstração de amor e esperança, a DC Comics encaminha para um futuro que deve agradar a maioria, e em passos extremamente bem traçados por Zack Snyder, que conseguiu construir, apesar de tanta desconfiança e ódio, uma das melhores trilogias e a melhor formação de equipe de heróis de todos os tempos. Existem momentos de Liga da Justiça que são, de certa forma, religiosos. Fica claro e evidente que Zack Snyder deve continuar na construção de todo esse universo ao lado de Geoff Johns, pois a assinatura do diretor é presente em quase todos os momentos mais emocionantes do longa. A 1ª aventura da Liga da Justiça é memorável, e beira ao inesquecível ver todos os heróis juntos. Não é um "filme Marvel" apenas por não ser "sombrio e realista". É um filme 100% DC, que é a casa da melhor equipe de heróis de todos os tempos. O futuro é bastante esperançoso para a DC.

 

Nota:10,0

 

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