De uma maneira única e totalmente surpreendente, a Netflix anunciou a compra e disponibilização imediata do aguardado 3º filme da franquia Cloverfield. O 1º filme, feito em 2008, dirigido pelo brilhante Matt Reeves e produzido pelo gênio J.J Abrams, é um filme sobre um ataque de um monstro em NY, onde pouco se sabe o porquê do monstro existir. Mas graças ao seu ARG (Alternativa Reality Game), o filme ganhou longevidade e uma base de fãs fieis na internet ao redor do mundo. Veio então, em 2016, o 2º filme da saga, 10 Cloverfield Lane. Produzido novamente por J.J Abrams e com direção de Dan Trachtenberg, o longa por boa parte dele se passa em um bunker, onde a Terra está sendo atacada e pouco se sabe sobre. Dois filmes que existem poucas ligações entre si, e novamente através do ARG, desta vez maior ainda, ficamos sabendo ainda mais sobre as empresas Tagruato e todo seu envolvimento nos 2 filmes. Ficou evidente que ambos filmes se passam em realidades alternativas, e ficou para o 3º filme da saga, até então com o codinome God Particle, com J.J Abrams novamente na produção e  Julius Onah na direção, resolver e explicar os problemas.

 

Realidade alternativa não é algo novo nos cinemas, mas todo o marketing viral de Cloverfield fez toda a franquia ganhar um certo charme. The Cloverfield Paradox é o filme que tem o menor ARG desde então, apenas alguns vídeos com pouco significado, sendo, por coincidência, o mais fraco de toda a saga, com inúmeros problemas. Apesar da explicação das realidades alternativas funcionar, o filme é muito fraco em comparação com os anteriores. Está claro que a Paramount temeu um grande fracasso de crítica e bilheteria se lançasse o filme nos cinemas, mas, graças a Netflix, a empresa conseguiu por volta de 50 milhões de dólares: financeiro não é mais o problema, mas é um problema conseguir entender como J.J Abrams, o “pai” de toda a franquia, conseguiu permitir algo ruim como The Cloverfield Paradox usar o nome Cloverfield. Não faz justiça à saga e muito menos para um filme sério de ficção-científica. A ideia é boa, mas muito mal executada. Chega a ser entediante e de dar sono. Se toda a saga Cloverfield conseguiu esconder um mistério até o seu final, The Cloverfield Paradox é bem fácil de se deduzir logo em seus primeiros 20 minutos. A única ressalva que o filme traz são as infinitas portas que abriu para a saga, graças as suas múltiplas realidades.

 

Não é fácil falar mal de Cloverfield, uma saga que tem um apelo emocional muito grande, mas The Cloverfield Paradox é fraco. Parece que era um filme genérico de ficção-científica e que usaram o nome da saga Cloverfield apenas para fazerem algumas minúsculas refilmagens e angariar um certo dinheiro. E fica claro isso vendo as cenas do filme que se passam em NY, ao invés de se passarem na estação espacial. Todas as cenas na cidade são muito mais interessantes e mais presentes na saga, obviamente. Existem poucos momentos que aquecem o coração do fã, mas nada que salve do fracasso que é The Cloverfield Paradox. Fica nas mãos de Overlord, 4º filme da franquia que tem data de lançamento prevista para 2018, desta vez nos cinemas, de honrar o nome da franquia Cloverfield.

 

Nota: 5,0

Principais Lançamentos do Mês

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